

De maneira geral, o câncer de bexiga possui alto potencial de cura. Entre os principais sintomas do tumor mais frequente no trato urinário, vale ressaltar:
- Hematúria: presença de sangue visível na urina. Ocorre em 80 a 90% dos pacientes;
- Sintomas urinários irritativos: dor ao urinar, aumento da frequência e urgência miccional. Estão presentes em 20 a 30% dos casos.
Câncer de bexiga: causas e diagnóstico
Com o desenvolvimento fortemente associado à exposição ambiental de agentes carcinogênicos, as principais causas do câncer de bexiga são:
- Cigarro: fator isolado responsável por até 70% dos casos de câncer de bexiga;
- Agentes químicos ocupacionais: exposição de trabalhadores a tintas, produtos derivados do petróleo e borracha, tintura têxtil e metais como ferro, aço e alumínio. Estão relacionados a 20 a 30% dos casos.
Já o diagnóstico do câncer de bexiga pode ser realizado de duas maneiras:
- Exame endoscópico da bexiga via cistoscopia
- Exames de imagem como ultrassom e tomografia computadorizada.
Tipos de câncer de bexiga: como são classificados?
Para explicar como são classificados os tipos de câncer de bexiga, é importante explicar a estrutura do órgão. A bexiga é formada por três camadas, de dentro para fora: mucosa, muscular e serosa
Tumores restritos à camada mucosa são considerados não invasivos ou superficiais. Já os que infiltram a camada muscular são considerados invasivos. Esta classificação é fundamental, pois determinará o tratamento e o prognóstico da doença. A seguir, você saberá as particularidades de cada:
Tumores de bexiga não invasivos
Correspondem a 80% dos casos de câncer de bexiga. Seu tratamento de é feito com Ressecção Transuretral (RTU), que é a raspagem do tumor por via endoscópica, sem cortes e minimamente invasiva. O prognóstico é excelente, com sobrevida em torno de 95% em 5 anos. No entanto, há necessidade de acompanhamento, tendo em vista que a taxa de recorrência pode chegar a 70% dos casos;
Tumores de bexiga invasivos
Ocorrem em 20% dos casos de câncer de bexiga. O tratamento é feito com Cistectomia, que é a retirada total da bexiga. Em alguns casos, ela é auxiliada por quimioterapia e radioterapia. A sobrevida em 5 anos é de 65%, embora este número caia para 35% quando existe disseminação para linfonodos.