

A cirurgia de próstata assistida por robô é realizada por 5 ou 6 pequenos cortes de 1 cm na região abdominal, onde são colocados dispositivos chamados trocateres, pequenos “tubos ocos” que permitem a acoplagem dos braços e pinças robóticas.
Dentro do bloco cirúrgico:
Desde o início do procedimento, o cirurgião principal ficará o tempo todo no console (computador dedicado ao procedimento), que fica na mesma sala operatória e permite que o médico possa operar sentado de forma confortável, tendo a possibilidade de utilizar um visor que devolve uma imagem bastante ampliada e em 3D.
A visualização é perfeita e permite ao cirurgião enxergar pequenos detalhes, além disso, os joy-stiks (controles) e pedais também controlados pelo médico, permitirão movimentos precisos e extremamente delicados. O cirurgião auxiliar permanece em campo operatório junto ao paciente, realizando alguns importantes passos para otimizar o trabalho do médico que está no console.
Na cirurgia do paciente com câncer de próstata, a glândula é retirada por completo (cápsula e parte interna), vesículas seminais e a bexiga é costurada ao canal da urina (uretra). Por outro lado, quando a cirurgia é para tratar próstatas grandes, mas sem câncer, é retirado apenas o “miolo” da glândula, não sendo necessária a retirada da cápsula e vesículas seminais
Os resultados transoperatórios e pós-operatórios são notadamente fantásticos, com menos sangramento, cirurgia limpa, recuperação pós-operatória rápida e alta precoce acaba sendo a regra para a maioria dos casos.
Quais os riscos de uma cirurgia robótica de próstata?
Por se tratar de uma técnica minimamente invasiva, ou seja, a cirurgia realizada por poucos orifícios de até 1 cm, ela é bastante segura, com menos sangramento e menos complicações, como dores e infecções cirúrgicas. A recuperação do paciente tende a ser mais rápida e a alta precoce, todavia nunca é demais relembrarmos que se trata de uma procedimento anestésico-cirúrgico e, sempre há um risco, por menor que seja.
Falando especificamente da cirurgia de próstata, quando é lidado com casos de câncer, os maiores temores são a incontinência e a impotência sexual. Com o advento da robótica as taxas de incontinência urinária são muito pequenas e giram em torno de 1 a 2%, isto, porque a costura da uretra na bexiga que realizamos com auxílio do robô é realizada com extrema precisão. Quando de trata de um caso cirúrgico onde o crescimento prostático é benigno, a cirurgia é menos complexa e as taxas serão ainda mais baixas.
Quando o assunto é impotência sexual ou disfunção erétil, precisamos ser bastante cautelosos e claros nas informações, em primeiro lugar é necessário sabermos as condições clínicas do paciente no pré-operatório.
Por isso, vale lembrar que os pacientes que não tem câncer e serão submetidos à cirurgia robótica dificilmente terão algum prejuízo na ereção, tendo em vista que é retirado apenas o miolo da glândula, poupado a cápsula, por onde passam milhares de pequenas fibras nervosas responsáveis pela ereção, assim a função erétil na maioria das vezes não sofre alterações.
Com o auxílio da robótica a hipótese de conseguir enxergar e dissecar (separar) melhor e poupar a estrutura é maior, consequentemente aumentando as chances de recuperação total, todavia, de modo geral a literatura é bem enfática em dizer que em média as taxas de disfunção erétil pós prostatectômico radical giram em torno de 20 à 30%.
Abaixo, destacam-se alguns tópicos importantes que podem atrapalhar uma satisfatória recuperação da potência sexual depois da cirurgia do câncer de próstata:
- Idade;
- Hipertensão arterial crônica;
- Diabetes;
- Tabagismo, etilismo;
- Sedentarismo;
- Obesidade
- Uso de medicamentos controlados, por exemplo, antidepressivos.
Portanto, vale sempre reforçar para que todos adotem hábitos de vida saudáveis, realizando atividades físicas regulares, boa alimentação, controle de peso, evitar bebidas alcoólicas e o tabagismo e sempre fazer acompanhamento médico regular. A prevenção sempre foi e será a melhor via para tratar os potenciais problemas.