

Com sobrevida média de 65% em 5 anos nos menos frequentes tumores invasivos, o câncer de bexiga tem como principal causa o tabagismo – 70% dos casos da doença tem como fator isolado responsável o cigarro.
Cerca de 80% dos casos de tumores de bexiga são denominados superficiais, com alto índice de cura. Para eles, são usados tratamentos minimamente invasivos como a ressecção endoscópica.
Porém, os outros 20% de casos são classificados como invasivos. Desta forma, o tratamento para câncer de bexiga deve utilizar métodos mais agressivos.
O que é a Cistectomia Radical no tratamento para câncer de bexiga?
A Cistectomia Radical é uma cirurgia de grande porte para a retirada da bexiga. O procedimento envolve a retirada de todo o órgão e a construção de um reservatório de urina para substitui-la. Nos homens, a retirada da próstata é feita em conjunto.
Para a confecção deste reservatório utilizamos o intestino delgado. Na cirurgia para câncer de bexiga, ela pode ser realizada de duas formas:
- Cistectomia com Neobexiga: quando este reservatório é anastomosado, ou seja, ligado à uretra;
- Cistectomia com Ureteroileostomia: quando o intestino é exteriorizado na parede abdominal, necessitando o uso de bolsas para armazenamento externo da urina.
A cirurgia robótica no tratamento para o câncer de bexiga invasivo trouxe muitos avanços. Além de permitir a realização das técnicas descritas acima com maior grau de precisão, ela é feita de maneira minimamente invasiva e com um pós-operatório com menos dor e tempo menor de recuperação do paciente.